Os preços internacionais do petróleo registram forte volatilidade e caminham para encerrar a semana com uma desvalorização acumulada de cerca de 12% nos contratos futuros. O recuo acentuado reflete as crescentes expectativas do mercado financeiro por uma solução diplomática para a guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã.
A forte onda de vendas ganhou tração após o resultado das eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos, que apontou a vitória do Partido Democrata e a perda do controle do Congresso pelos republicanos, legenda do presidente Donald Trump. Investidores interpretaram o novo arranjo político em Washington como um fator de pressão para que a Casa Branca reduza o financiamento e mude sua estratégia no conflito do Oriente Médio, buscando alternativas à via exclusivamente militar. Paralelamente, esforços de mediação conduzidos pelo Catar em Doha indicaram abertura de Teerã para propostas de diálogo, esvaziando parte dos prêmios de risco geopolítico que sustentavam as cotações elevadas.
O movimento de baixa culminou em um tombo de mais de 8% em um único pregão na quarta-feira. Na ocasião, o barril do petróleo tipo Brent, referência internacional negociada em Londres, fechou cotado a US$ 94,62, enquanto o indicador norte-americano West Texas Intermediate (WTI) recuou para a faixa de US$ 88,12 por barril, atingindo os menores níveis de encerramento desde o final de agosto. [
Apesar da tendência de forte desvalorização semanal, os preços ensaiaram uma recuperação técnica e operam em alta firme nas últimas sessões. A reação foi motivada pelo reporte de novos ataques com drones e minas a navios petroleiros no Estreito de Ormuz, rota vital por onde escoa grande parte do suprimento global de energia. O ressurgimento das hostilidades marítimas relembra o mercado de que os riscos logísticos reais persistem na região do Golfo Pérsico, impondo um piso para as perdas e injetando cautela nas projeções de curto prazo das mesas de operação
Fonte: “Investing.com”
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