Petróleo sobe perto de máxima de 6 meses com Trump avaliando ação militar contra o Irã

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Os preços mundiais do petróleo registram forte alta nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, operando próximos das máximas em seis meses. O movimento ocorre em meio a sinais de que o governo de Donald Trump planeja retomar ataques e iniciar uma nova campanha militar, curta e intensa, contra o Irã logo após as eleições americanas de meio de mandato na próxima semana.
A commodity reverteu as quedas parciais do início da semana, impulsionada por fatores políticos e logísticos que aumentaram o prêmio de risco geopolítico. Trump declarou em comício no Texas que aceitou a alta global do petróleo porque estava disposto a intensificar o conflito para impedir o Irã de obter uma bomba nuclear, indicando que o plano de ação deve avançar após o dia 3 de novembro.
Além disso, relatos da Marinha britânica confirmaram que um navio-tanque foi atingido por um projétil de origem desconhecida no Estreito de Ormuz, e o Irã relatou a explosão de três petroleiros que teriam atingido minas navais na região. A situação piorou após o movimento Houthi reivindicar um ataque com míssil balístico contra a importante refinaria de Ras Tanura, na Arábia Saudita, elevando o temor de cortes severos na infraestrutura de energia regional.
Para completar o cenário de forte demanda, dados da Administração de Informações de Energia mostraram que os estoques comerciais de óleo bruto norte-americano caíram 1,9 milhão de barris, contrariando as previsões do mercado de que haveria alta.
Com esses desdobramentos, o petróleo do tipo Brent para janeiro subiu 1,60%, cotado a US$ 112,57 por barril, enquanto o petróleo WTI para dezembro registrou a mesma alta de 1,60%, negociado a US$ 103,63 por barril. Paralelamente ao plano militar, o vice-presidente JD Vance e intermediários tentaram uma aproximação diplomática enviando propostas de paz a autoridades iranianas.
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