A população em situação de rua no Brasil praticamente dobrou desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) mostram que o total passou de 198,7 mil pessoas em dezembro de 2022 para 392,4 mil em junho de 2026, um aumento de 97,4%, o que representa quase 194 mil novos registros. A média mensal de cadastros subiu de cerca de 2 mil novos registros entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022 para 4,6 mil desde janeiro de 2023, refletindo uma tendência de alta que começou durante a recuperação pós-pandemia e se intensificou nos primeiros anos do atual governo.
Esse crescimento é motivo de debate no Congresso, especialmente após a inclusão de famílias em situação de rua entre os prioritários do Bolsa Família, visando ampliar a proteção social. O deputado Hélio Lopes (PL-RJ) questionou ao governo sobre denúncias envolvendo organizações criminosas na apropriação de cartões do Bolsa Família. Além disso, os dados indicam um crescimento proporcional acentuado no Norte e Nordeste, com aumentos de 367% e 109%, respectivamente, destacando a necessidade urgente de políticas eficazes de assistência e integração social.
Diante desse contexto alarmante, é crucial que produtores rurais e gestores de fazendas considerem o impacto social e econômico das crescentes disparidades regionais, que podem influenciar o mercado de trabalho e a oferta de mão de obra no campo. O aumento da população vulnerável pode também afetar a demanda por produtos locais e gerar novas dinâmicas de consumo.
Fonte: “Revista Oeste”
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