Após a reviravolta vivida pela soja e milho, que passaram a ter um viés altista mais intenso e inesperado, o açúcar passa a enfrentar uma situação contrária. O que até há um mês o mercado resistia em acreditar em uma safra 25/26 melhor que o aguardado, parece ter jogado a toalha.
O déficit de cana no Centro-Sul brasileiro que faria o Brasil entregar menos de 40 milhões de toneladas de açúcar ficou para trás e o nível de matéria-prima já vai superando as 600 milhões de toneladas. Resta saber o nível do volume de fixações de exportações, o que nunca é preciso porque a maioria das usinas não informam.
Desde outubro as condições de chuvas mais presentes e com sinais favoráveis ainda para o pico da entressafra, neste mês e em fevereiro, deram resilência à cana-de-açúcar. Combinado com dias ainda quentes e com boa incidência solar, o cenário é muito mais favorável, como diz o otimista vice-presidente da Coplacana, de Piracicaba, Arnaldo Bortoletto.
O quadro ficará mais consolidado em fevereiro e virada para março, em termos do ganho, mas definitivamente foi afastado os riscos que estavam presentes depois do forte calor e seca do início do segundo semestre passado, amplificado pelas queimadas.
As cotações cedem para atrás do pico de quatro meses na ICE Nova York nesta terça-feira (14), com a mesma intensidade da véspera, e o março (SWH25) cai 2,17%, para 18,49 c/lp.
O que pode pontuar o cenário, em um ritmo melhor, é qualquer alteração no quadro de entrega da Índia e o dólar.






