Produção agroindustrial avança 2,5% em agosto

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De acordo com o relatório da FGV Agro divulgado hoje, a produção agroindustrial no Brasil teve um avanço de 2,5% em agosto em comparação com o mesmo período de 2022. Esse resultado representa o melhor desempenho para o mês de agosto dos últimos sete anos. A expansão da agroindústria foi impulsionada principalmente pelo crescimento do segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas, que registrou um aumento de 6,2%. Por outro lado, o segmento de Produtos Não-Alimentícios apresentou uma contração de 1,7%.

A FGV Agro observou que, devido ao bom desempenho em agosto, as perdas acumuladas pela agroindústria ao longo de 2023 diminuíram. Até julho, a contração era de -0,9%, mas foi reduzida para -0,4%. A instituição ressaltou que a produção agroindustrial quase atingiu o território positivo e destacou a melhoria evidente no último mês.

Dentro do setor de Produtos Alimentícios, o crescimento foi impulsionado pelo aumento na produção de alimentos de origem vegetal, que registrou um crescimento de 15,8%. Isso marcou a sexta expansão interanual consecutiva e representou o melhor desempenho para o mês de agosto desde 2010. Entre os destaques desse crescimento estão o refino de açúcar (26,1%), arroz (12,9%), moagem de café (12,6%), conservas e sucos (11,0%), moagem de trigo (11,0%) e óleos e gorduras (6,6%).

Em relação aos alimentos de origem animal, houve um aumento de 3,7% em agosto deste ano em comparação com o mesmo mês de 2022. Este foi o quarto aumento interanual consecutivo, impulsionado pelo crescimento na produção de carne bovina (9,7%), carne suína e de aves (3,8%) e pescados (5,6%).

A queda no setor de bebidas foi atribuída à redução na fabricação de Bebidas Não-Alcoólicas (-5,7%), sendo destacado que essa contração se deve, em grande parte, à base de comparação alta, uma vez que em agosto de 2022 a produção de Bebidas Não-Alcoólicas havia registrado um crescimento de 13,5%.

No segmento de Produtos Não-Alimentícios, que teve uma queda de 1,7%, a FGV Agro destacou que desde setembro de 2022 esse segmento não conseguiu registrar uma variação interanual positiva. As principais quedas foram observadas nos Insumos Agropecuários, Produtos Florestais e Produtos Têxteis.

A produção de insumos agropecuários registrou uma queda de 8,8% em agosto, marcando a sétima redução consecutiva na comparação interanual. Isso foi atribuído ao impacto da produção brasileira no ano anterior, influenciada pela escassez de fertilizantes e defensivos devido à Guerra na Ucrânia. Como resultado, os estoques elevados estão limitando o aumento da produção em 2023.

Quanto aos Produtos Têxteis, a categoria apresentou uma contração de -3,8%, sendo observado que, com poucas exceções, o setor tem registrado quedas significativas desde setembro de 2021. A FGV Agro destacou que o setor ainda não se recuperou dos impactos da pandemia de Covid-19, sendo fortemente afetado pelo aumento dos custos, redução de estoques e problemas na cadeia logística nos últimos anos. Além disso, a concorrência intensa de plataformas de comércio online chinesas tem afetado negativamente o setor.

No que diz respeito aos Produtos Florestais, que registraram uma queda de -3,7% em agosto em comparação com o mesmo período de 2022, essa foi a 12ª queda consecutiva no setor. A redução foi impulsionada pela diminuição na produção de papel (-4,3%) e celulose (-6,2%). A FGV Agro ressaltou também que as exportações de Produtos Florestais (em volume) contraíram em agosto de 2023.

Fonte Broadcast Agro

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