Recuperações extrajudiciais vieram para ficar no Brasil, dizem especialistas

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A recuperação extrajudicial (RE) está se consolidando como uma ferramenta de gestão de crise empresarial no Brasil, e não apenas como uma alternativa antes da falência. Segundo especialistas ouvidos pela Folha, o mecanismo ganhou força após mudanças na legislação em 2020, que facilitaram a aprovação dos planos.

O número de empresas em recuperação extrajudicial chegou a 346 CNPJs em junho de 2026, enquanto 2025 registrou 83 novos casos, alta de 26% sobre o ano anterior. A reestruturação da Raízen, com mais de 80% de adesão dos credores a um plano envolvendo cerca de R$ 60 bilhões em dívidas, é apontada como um exemplo que ajudou a ampliar a aceitação do instrumento.

O cenário de juros elevados e crédito restrito tem contribuído para o aumento das reestruturações, especialmente entre pequenas e médias empresas. A recuperação extrajudicial permite negociar diretamente com determinados grupos de credores, com prazo e custos menores que uma recuperação judicial. Especialistas avaliam que o mecanismo deve continuar sendo utilizado no país, inclusive de forma mais preventiva, antes que a situação financeira das empresas se agrave.

Fonte: Folha Uol

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