A semana que se abre promete manter os nervos em suspense. Independente de como o Focus sairá logo mais (e provavelmente aumentando a inflação).
Terá o IPCA de novembro, na terça. No dia seguinte, a decisão dos juros pelo Banco Central, em reunião do Copom que começa no dia anterior. Na sexta, sai a prévia do PIB.
E todos os indicadores devem confirmar as expectativas do mercado, guiando a economia para a virada de 2025.
Da inflação oficial, depois que o IPCA-15 mostrou alta, não se dúvida que vai mostrar que os números de distanciam da margem de tolerância sobre a meta, de 1,5% sobre 3%.
Nos 12 meses pelo IPCA-15 a inflação foi de 4,76%.
Quanto a decisão do Copom para a Selic, o quadro indica 0,75 ponto percentual a mais para as taxas de juros. A taxa terminal iria, portanto, a 12%.
Não será surpresa se a autoridade monetária jogar até mais 1 pp, dadas as últimas projeções depois que o pacote de corte de gastos do governo frustou o mercado. Tanto porque pode sofrer resistência no Congresso quanto por ser considerada tímida a projeção de economizar “apenas” R$ 71 bilhões em dois anos para supostamente zerar o déficit como manda o arcabouço fiscal.
Por fim, na sexta, o IBC-Br de outubro, a prévia do PIB medida pelo BC, que mesmo podendo confirmar a desaceleração da economia no quarto trimestre, não será o suficiente para acalmar o mercado ante o PIB que vai se confirmando em pelo menos mais 3,5% este ano.
Semana passada, lembrando, o IBGE divulgou o PIB do 3T24 com desaceleração de 0,9% frente ao 1,4% do trimestre anterior, mesmo assim o número, dentro das perspectivas, causou apreensão por revelar pressão inflacionária, segundo a maioria dos economistas.
Nos EUA, mercados se preparam para o Fed semana que quem, com vistas ainda a menos 0,25 pp, enquanto se aproxima a posse de Trump.
Dólar index cai e índices futuros de ações caem levemente tbm.





