O Supremo Tribunal Federal (STF) vive uma das maiores crises institucionais de sua história recente. O plenário da corte se reúne nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, para julgar os desdobramentos do chamado caso Master, em uma sessão marcada por um rito processual ainda indefinido, estratégias de ataque mútuo entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, e o iminente risco de obstrução da pauta por meio de pedidos de vista ou manobras regimentais.
A estratégia de Alexandre de Moraes: A ala ligada a Moraes planeja focar o debate nas questões preliminares antes de entrar no mérito das mensagens do empresário Vittorio Vorcaro. O objetivo é questionar a legalidade dos métodos de apuração de Mendonça — comparando-os aos métodos heterodoxos da Operação Lava Jato — e levantar discussões sobre relatórios arquivados que citam outros magistrados. Moraes também acusa Mendonça de abuso de autoridade e atuação puramente política.
A contraofensiva de André Mendonça: Por outro lado, Mendonça e seus aliados pretendem jogar os refletores sobre o impacto reputacional do STF. A linha de ataque será fustigar Moraes pelas decisões tomadas no âmbito do Inquérito das Fake News, explorando suas interlocuções diretas e sigilosas com o comando da Polícia Federal, além de argumentar que a corte não pode blindar seus próprios integrantes diante de suspeitas graves.
URL: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/sessao-sobre-crise-no-stf-tem-rito-incerto-artilharia-montada-entre-moraes-e-mendonca-e-risco-de-obstrucao.shtml






