Trump vai querer + açúcar em troca do etanol dos EUA aqui?

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Donald Trump assinou a medida impondo tarifas de reciprocidade contra o mundo todo e agora se espera que tenha detalhes se serão cobradas pela média praticada por cada país ou se serão via-à-vis por produtos.

Para o agronegócio brasileiro, o etanol entra em cena. O Brasil pratica 18% da taxas do bicombustível americano e nos Estados Unidos o etanol de cana brasileiro paga 2,5%.

Só que os Estados Unidos nunca aumentaram a cota de açúcar que o Brasil envia para lá. São 160 mil toneladas por ano, que performa em dois meses, segundo a Unica. No primeiro mandato de Trump, o ex-presidente zerou a alíquota de importação, mas não levou à mesa de negociação, para valer, esse pleito do açúcar, que serviria para equilibrar as partes.

Fora da cota, o açúcar brasileiro, como de outros, paga uma taxa proibitiva de US$ 360 por tonelada, o que inviabiliza qualquer operação.

E o mercado dos EUA é deficitário, tanto pela baixa produção local de açúcar de beterraba sacarina, quanto pela dificuldade do México em manter uma exportação mínima de 1,2 milhão de toneladas por ano para abastecer a indústria e os consumidores americanos.

Fora da cota, os Estaods Unidos acabam buscando açúcar em países da américa Central e Caribe, mais próximos, que ganham pelo menor custo logístico.

Para completar, em termos de comércio em geral entre ambos, fala-se que a média de tarifas praticada pelo Brasil sobre produtos dos Estados Unidos é de 11%, contra a média deles de 2% contra produtos brasileiros.

Mas, muitos produtos dos EUA, em acordos comerciais paralelos, entram sem pagar nada no Brasil, segundo a própria Amcham, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil.

Em números, chegam a 48% de tudo que entra no Pais, o que representa cerca de US$ 15 bilhões das receitas dos EUA em 2024, do de US$ 40,6 bilhões.

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