O preço da ureia subiu cerca de 20% nos portos brasileiros, atingindo a marca de US$ 480 a US$ 500 por tonelada. O principal motor dessa alta é a Índia, maior importadora global do insumo, que lançou sucessivas licitações — incluindo uma compra recente de 1,7 milhão de toneladas — para repor estoques domésticos baixos.
Essa movimentação agressiva enxugou a oferta global e impacta diretamente o agronegócio brasileiro:
Pior relação de troca: Com a alta do fertilizante e o preço do milho em patamares baixos, o produtor precisa de mais sacas de grãos para comprar a mesma tonelada de adubo.
Risco para a Safrinha: Embora o fertilizante da safra de verão (soja) já esteja comprado, o cenário acende o alerta máximo para a segunda safra, onde o atraso na aquisição do nitrogenado pode esmagar as margens de lucro.
Fatores geopolíticos: O mercado segue pressionado pelas restrições de exportação da China e pela instabilidade logística no Oriente Médio.







