Um vazamento de petróleo no Golfo Pérsico, na costa de Omã, está se transformando em um dos piores derramamentos dos últimos anos. A mancha já cobre mais de 2.000 km² e teria atingido o continente omani nesta quarta-feira.
O petroleiro Caroline Bezengi, que transportava 800 mil barris de petróleo russo sob sanções internacionais, encalhou em 30 de junho numa ilha que integra uma reserva marinha, após relatar problemas ainda em junho e possivelmente sofrer uma explosão a bordo — sem autoria assumida, embora navegasse por zonas de conflito ligadas à guerra Rússia-Ucrânia e à crise no Iêmen.
A resposta ao desastre está travada por um emaranhado de sanções e regras de guerra: o navio não tem seguro reconhecido no Ocidente, e o fundo internacional IOPC recusou-se a cobrir a limpeza por tratar o caso como “ato de guerra”. Especialistas alertam que, sem estabilização do navio e transferência da carga restante, o vazamento pode chegar a 40-50 milhões de galões, rivalizando com o desastre do Exxon Valdez (1989) e ameaçando espécies como tartarugas e baleias jubarte na região.
Fonte: “Investing.com”
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