Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais consolidaria uma rede de aliados políticos de Donald Trump na América Latina. De acordo com análises publicadas pelo jornal americano The New York Times, o Brasil representa a principal peça que ainda falta na estratégia do presidente dos EUA para estabelecer uma versão moderna e agressiva da Doutrina Monroe na região. Nos últimos 18 meses, candidatos de direita venceram eleições presidenciais em sete países latino-americanos. Se o candidato do PL vencer a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva, ele se tornará mais um líder alinhado a Washington.
A entrada do Brasil nesse bloco alteraria significativamente o equilíbrio político e a segurança regional por se tratar da maior economia e do país mais populoso da América Latina. O presidente americano manifestou surpresa e elogiou o desempenho de Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno na liderança com 47,03% dos votos contra 45,16% de Lula.
Aliados de Flávio apontam que um eventual governo mudaria o foco da diplomacia brasileira para um alinhamento ideológico automático com Washington, incluindo planos de integrar o país ao grupo Escudo das Américas. Em contrapartida, a campanha de Lula e partidos de esquerda criticam a proximidade, alertando que a ascensão da direita atende a interesses econômicos externos dos EUA sobre recursos naturais e defendem a preservação da soberania da América Latina.







