As exportações do complexo carnes estão em alta com a demanda mundial bastante aquecida.
Com a demanda firme por proteínas animais, cresce também a demanda por alimentos proteicos e energéticos, também produzidos pelo agro, especialmente milho e soja, que são a base da nutrição humana e de animais de corte.
A conversão de proteicos e energéticos em carne, traz uma demanda para os grãos que competem com a alimentação humana, trazendo mais um ingrediente que pode pressionar pra cima os preços, tanto da carne, que já está em alta, quanto dos ingredientes para ração, fundamentalmente, milho e soja, que arrastam outros grãos junto.
A quantidade usada nas rações para produção de proteínas animais são consideráveis, e com a demanda firme por carnes no mundo, o mercado se movimenta para atender a necessidade e com isso, a procura por alimentos ingredientes de rações também cresce e pode pressionar para cima os preços, e nós, humanos pagaremos por esta possível e provável alta também, competindo com os animais que nos fornecem a carne.
No caso do boi, que tem um consumo maior, a conversão alimentar demanda muita energia e proteína, que nós também consumimos diariamente.
A demanda por proteínas animais é firme e documentada no aumento das exportações brasileiras que, ao que tudo indica, continuará firme por um bom tempo.
O mercado vai fazer tudo para atender a demanda mundial por carnes, e consequentemente, a demanda por grãos.
O mercado de grãos é capaz de atender atender esta demanda do mercado, mas isso exige estoques de passagem tambem maiores e mais seguros e o comportamento dos preços, pode surpreender pra cima, afinal, somos nós, humanos, demandando mais carnes e grãos.
Animais e humanos competindo pelos mesmos alimentos, nós pela sobrevivência, e os animais para produção de carnes para o nosso dia a dia e para o churrasco de fim de semana.
Isso são fatos, resta saber como se comportarão os preços das commodities agrícolas, para baixo, não parece ser o rumo mais provável, pelo menos por enquanto.
Por T&D





