Os contratos futuros do café arábica registraram queda nas principais bolsas internacionais, pressionados pelo aumento expressivo no ritmo das exportações do Brasil e pela melhora nas condições climáticas das regiões produtoras. O movimento alivia temporariamente as preocupações com a oferta global da commodity.
Na Bolsa de Nova York (ICE Future US), os vencimentos mais ativos do grão recuaram após o mercado precificar o fluxo robusto de embarques brasileiros. De acordo com dados recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária de exportação de café em grão do Brasil apresentou um salto superior a 50% na comparação interanual, consolidando o país como o principal motor de abastecimento no curto prazo.
Além do volume físico nos portos, o clima trouxe alívio aos operadores. O retorno das chuvas sobre o cinturão cafeeiro do Sudeste brasileiro favoreceu a abertura das primeiras floradas para a próxima temporada, reduzindo o prêmio de risco que sustentava os preços nos patamares mais altos do ano.
Pressão técnica e estoques no radar
Analistas apontam que a desvalorização também foi intensificada por fatores técnicos e financeiros. Grandes fundos de investimento aproveitaram o cenário de maior oferta para realizar lucros, reduzindo suas posições compradas no mercado futuro.
Apesar do recuo recente, especialistas alertam que a tendência de baixa pode encontrar limites em breve. Os estoques certificados globais permanecem em níveis historicamente apertados, e a infraestrutura logística global ainda enfrenta gargalos pontuais na disponibilidade de contêineres, o que mantém a volatilidade alta no setor.
Fonte: “Investing.com”
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