Impressionou o mercado doméstico brasileiro do café a força de arranque do arábica após o almoço, nesta quarta-feira (5). Mais ainda porque hoje não houve apoio do dólar em queda no Brasil.
Os negócios internos, que já estão muito lentos, foram praticamente paralisados, informaram dois traders consultados.
A cotação mais líquida em Nova York, de março, fechou encostada nos US$ 4 por libra-peso, a exatamente 397,75, 1,4 mil pontos, equivalente a aproximadamente 4% de valorização.
O recorde histórico dos negócios futuros estão sendo acompanhados pelo mercado físico no Brasil. Na segunda, dia 3, a saca chegou à marca também histórica de R$ 2,565 mil.
A valorização que se desenhava, após a moderação da manhã, fez compradores saírem das vendas esperando novos aumentos e compradores assustados ficaram de fora.
O cenário é conhecido: a seca foi muito severa em 2024, a recuperação com as chuvas (ainda não tão extensivas e regulares) é menor que a necessidade, a Conab cortou a produção esperada para o Brasil e melhora da produção na Colômbia é pequena.
Na mão contrária, a demanda permanece em alta nos principais mercados.





