Costa do Marfim exige cartão de produtor para rastreabilidade do cacau

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A Costa do Marfim deu início à safra 2026/27 com uma mudança significativa: o uso do cartão do produtor agora é obrigatório nas transações de cacau realizadas na origem. Essa medida, parte do Sistema Nacional de Rastreabilidade do Conselho do Café e Cacau (CCC), visa fortalecer o controle sobre a produção e a comercialização, ligando mais de 1 milhão de produtores e 3 milhões de hectares de terra ao novo sistema. Em um cenário de novas exigências europeias, os operadores do mercado precisarão comprovar a origem do produto e a legalidade da produção para acessar o mercado da União Europeia, o que pode impactar ainda mais a dinâmica do setor.

Enquanto essa transição busca integrar os pequenos agricultores ao sistema formal de rastreabilidade, o setor enfrenta desafios, como a validação e cadastro dos produtores, que podem criar gargalos durante a implementação. Estima-se que as chegadas da safra sejam atrasadas, o que gera preocupações sobre a capacidade de atender à demanda crescente, especialmente com o aumento das exigências de rastreabilidade. Apesar de não haver reflexos imediatos nos preços, a situação pode mudar conforme a colheita avança e os desafios da nova regulamentação se tornam mais evidentes.

Fonte: “Mercado do Cacau”

Produção assistida por IA e revisado por nossa redação.

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