Os advogados dos presos na Operação Sem Desconto reforçaram os pedidos de revisão das prisões preventivas no Supremo Tribunal Federal (STF). A operação, que resultou na prisão de investigados em 18 de dezembro do ano passado, apura fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com um prejuízo estimado em R$ 6,5 bilhões. O relator do caso, ministro André Mendonça, está analisando 14 petições de defesa, enquanto a Polícia Federal solicita mais prazo para concluir o inquérito, alegando a necessidade de periciar materiais apreendidos.
Entre os acusados estão Adelino Rodrigues Júnior e Domingos Sávio de Castro, associados de Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que é considerado o principal suspeito de envolvimento nas fraudes. A defesa de vários dos investigados contesta a afirmação da Polícia Federal, que alega a existência de lavagem de dinheiro e dissimulação patrimonial. A situação acende um sinal de alerta para o setor agropecuário, uma vez que fraudes desse tipo podem impactar a confiança no sistema previdenciário e, consequentemente, nas políticas de crédito e segurança financeira que afetam produtores rurais.
Fonte: “Revista Oeste”
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