Os sinais para esta quarta-feira (5) no mercado financeiro estão bem embaralhados no Brasil. Na quarta de cinzas, os negócios só abrirão após meio-dia, portanto uma sessão reduzida sob o mercado dos Estados Unidos emergindo antes misturados entre tarifas e dados econômicos.
Inclusive o Relatório Focus, do Banco Central, ficou para hoje, também após o almoço, e a expectativa maior será o nível de projeção da inflação, se será mantido em viés de alta como nas semanas anteriores.
A referência do dólar a R$ 5,91 (+1,50%) e o Ibovespa em queda de 1,60% (122,7 mil pontos), da sexta, podem se manter, ante o recrudescimento das questões tarifárias. Mas em que pese o lado chinês já impondo retaliação, especialmente aos produtos agroalimentares dos EUA, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, chegou a dizer ontem que o governo pode aliviar as tarifas de 25% ao México e Canadá, enquanto o segundo país anunciava pesadas reciprocidades e o presidente Donald Trump discursava no Capitólio em tom duro, inclusive citando o Brasil.
Por outro lado, também, o dólar index já vinha de queda desde segunda, e continua em menos 0,74%, neutralizando o estresse tarifário, pelo dados mais frágeis do PMI industrial dos EUA, e hoje deverão ser secundados pelo PMI de Serviços, que também deve mostrar arrefecimento.
Isso implica em menor pressão ainda sobre o Federal Reserve para manter os juros em viés estacionário novamente este mês. E ainda há o payroll sexta-feira, dando números mais precisos sobre o mercado de trabalho.
Neste mesmo dia, no Brasil, sairá o PIB do quarto trimestre de 2024 e do ano, respectivamente em leve desaceleração e em alta de 3,4% a 3,5%, mas apontando para o primeiro trimestre de 2025 – a essas alturas, o que mais interessa.





