Dívida externa cresce mais que reservas internacionais

Compartilhe nas suas redes sociais:

O Brasil deixou de ser credor internacional após 19 anos, pois a dívida externa bruta superou as reservas internacionais do país.
De acordo com dados recentes do Banco Central, a dívida externa total, que engloba os setores público e privado, atingiu 407,1 bilhões de dólares. Em contrapartida, as reservas cambiais brasileiras estão estimadas em 402 bilhões de dólares. Com esse descompasso, a dívida externa líquida voltou ao terreno positivo, registrando um saldo devedor de 5,1 bilhões de dólares.
Esse avanço decorre de um crescimento de 27,4% na dívida externa ao longo do atual governo federal, impulsionado por investidores em busca de diversificação de ativos fora dos Estados Unidos. No mesmo período, as reservas internacionais avançaram em ritmo menor, registrando uma alta de 15,8%, com evolução limitada pelas intervenções cambiais do Banco Central e pela valorização da moeda.
Apesar de o país perder o posto técnico e retórico de credor líquido global, economistas e agências de classificação de risco avaliam que a situação atual não representa uma crise imediata no balanço de pagamentos. As reservas remanescentes ainda são consideradas robustas, cobrindo com folga os compromissos financeiros de curto prazo. Contudo, especialistas alertam que a perda dessa margem de proteção reduz a capacidade nacional de absorver choques econômicos prolongados sem que ocorram pressões sobre o prêmio de risco e o câmbio
Site protegido contra cópia de conteúdo
Toque para assistir agora