O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, comum e diplomático, no prazo de 24 horas, ficando também proibido de deixar o Brasil por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem judicial, expedida em sigilo de justiça no domingo, 25 de outubro de 2026, logo após o encerramento do segundo turno das eleições, foi cumprida por agentes da PF na segunda-feira, 26 de outubro, no momento em que o parlamentar saía da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. O ofício enviado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, estabeleceu o recolhimento e o cancelamento dos documentos de viagem do parlamentar.
Além da retenção dos passaportes, a decisão do STF impôs ao senador a proibição de manter qualquer tipo de contato, direto ou indireto, com o advogado Willer Tomaz. Ambos são investigados em inquéritos na Suprema Corte que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, envolvendo plataformas de apostas eletrônicas, e supostas irregularidades no financiamento de uma produção cinematográfica. As investigações apontam o uso de recursos vindos de uma conta ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, na qual Flávio Bolsonaro teria acesso qualificado.
Em pronunciamento publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro confirmou o recebimento da intimação e afirmou que a medida restritiva baseou-se em uma declaração de seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro. Em uma entrevista recente a um podcast, Eduardo havia sugerido que o senador deveria deixar o país caso perdesse a eleição. Flávio negou ter feito qualquer afirmação nesse sentido, assegurou que nunca cogitou fugir do Brasil e classificou a determinação judicial como um ato de perseguição política.







