Não há um caminho seguro para o dólar no Brasil se manter abaixo dos R$ 6, como ocorreu na quinta a fechar em R$ 5,94, sob menos 1,40%.
Houve um afrouxamento das expectativas negativas ante o governo dos Estados Unidos ainda protelando os anúncios oficiais sobre tarifas e até um certo grau de otimismo depois que Fernando Haddad, da Fazenda, manteve a insistência de que a arrecadação de dezembro foi melhor que o esperado (falta o Tesouro confirmar).
Também o mercado está dando um voto de confiança às medidas que ele disse poder ser adotadas se o arcabouço fiscal fazer água novamente. Não disse quais poderiam ser.
Mas tudo, somado, pode ser uma “andorinha que não faz verão”, porque não há como os agentes financeiros baixarem a guarda com o que pode vir pela caneta de Donald Trump. Hoje, por exemplo, pode ter nova gritaria dele ao falar no Fórum Econômico Mundial, de Davos, por teleconferência.
O dólar index está com poder de fogo mais aceso nesta passagem e os índices futuros de ações nos EUA estão estáveis, mas principalmente mais baixos ante realização de lucros e alguns dados corporativos desta quinta (23) que podem destoar a quarta.
Ontem, por exemplo, o S&P 500 bateu em novas máximas.
Então, por enquanto, o dólar no Brasil vai seguindo a mais 0,05%, valendo R$ 5,94, e o Ibovespa futuro recua 0,34%.





