O Ibovespa caiu apenas em duas sessões este mês e ontem faturou 0,49%, em quinto dia seguido subindo. O dólar em baixa também em sequência voltou aos preços de outubro 2024, R$ 5,67.
Nesta quarta de super-quarta, com os juros do Federal Reserve mantendo o farol esperado (entre 4,25% e 4,50%) e o Copom, do Banco Central do Brasil garantindo mais 1 ponto percentual (a 14,25% a Selic ao ano), pode haver algum cuidado dos investimentos em apertarem os botões. Pelo menos até o começo da tarde.
O Fed sai antes, com as expectativas mais focadas em como o comunicado e a entrevista de Jerome Powell vão apontar para o futuro, baseados nos dados de menor consumo no varejo, mas sob os alertas inflacionários da política tarifária e de imigração no país – de resto já alardeada pelo chefe do banco central americano.
O Copom só 18h30. Nesse ponto também se avalia o que esperar para o futuro, mas o efeito logicamente será amanhã nos mercados. Por ora, há um balanço entre o comunicado deixar no ar que o ciclo de alta possa ser interrompido ou estacionado, ante o desaquecimento da economia e dólar mais fraco, contribuindo para menor inflação.
Há o lado do Fiscal pesando, mas ontem a entrega do governo da proposta de isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, mas com contas menos robustas de perda tributária, e a proposta concomitante de taxação dos ricos, ajudou a aliviar novamente o dia. Mas certamente essa compensação vai enfrentar resistência no Congresso.





