Mercados financeiros: é hoje que volta o risco BR?

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Ainda o mercado espera que o dólar passe a subir alocado exclusivamente nas condições brasileiras, após atingir a marca abaixo dos R$ 5,80 (R$ 5,77, -0,76%), mas não está fácil essa previsão a seguir os passos da terça-feira.

Com o abrandamento das tensões geradas pela Casa Branca com os parceiros comercias e o tímido pacote de retaliação dos chineses aos 10% a mais que os Estados Unidos cobrarão de tarifas de importação botam panos quentes novamente nas cotações externas e no Brasil.

A ata do Copom, relatando a decisão de elevação da Selic, veio “dura”, embora sem novidades quanto à reunião de maio, já que manteve o viés de nova alta dos juros em 1 pp para março. Enquanto os investidores enxergarem que o Banco Central não vai baixar a guarda quanto aos riscos da inflação e do déficit, o  cenário fica mais leve.

De raspão, a dívida federal em 2024 apresentou-se dentro do Plano Anual de Financiamento (PAF), embora tenha alçado alta de 12,2% para indecorosos R$ 7,3 trilhões.

Sem novidades a esperar nesta quarta, além de informações da produção industrial (IBGE), de serviços (S&P) e o fluxo de capital estrangeiro (BC), resta a expectativa se já foi limpado o chamado “risco Trump” dos prêmios do dólar.

No exterior, pelo menos ainda não, já que o dólar index está em recuo progressivo de 0,42%, seguindo o estilo da véspera.

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