O dólar abriu recuando, mas a volatilidade é explícita. O cenário financeiro dos últimos dias, até mesmo duas sessões antes da posse de Donald Trump, é um “samba de uma nota só”.
Os alarmes do Brasil quanto ao déficit e à inflação, com juros Selic podendo chegar a 15% em 2025, conforme as recentes análises, implicam no dólar oferecer resistência ao real, como a curva de juros em não ceder e o Ibovespa ficar de lado.
E deixam, portanto, os mercados na rabeira do apetite pelo risco nos Estados Unidos, onde os índices S&P 500 e DOW Jones sobem enquanto os investidores se desfazem de posições em dólar, com o index caindo.
Esse quadro se repete nesta quarta (22), de modo que é prematuro esperar que o real fique mais forte do que o pouco da terça – mais 0,18% (R$ 6,03) e o Ibovespa levemente em alta de 0,39% (123,3 mil pontos) – quando demoraram para engrenar enquanto o exterior surfava no governo americano ainda adiando o tarifaço.
A favor do Brasil, de raspão, é a agenda fraca de indicadores aqui e lá (EUA), e o Congresso em recesso.
Em todo caso, o dólar agora está cedendo 0,33%, a R$ 6,01, e o Ibovespa futuro passa a subir 0,15%.





