Mercados sem direção com a salada externa e interna

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O dólar abriu em baixa no Brasil e estava emparelhado com a cotação da divisa no mercado internacional. Mas está estabilizado em leve alta de 0,06%, a R$ 5,81.

O dia pode ser de confusão, como foi a segunda, e não deixar nenhuma direção visível até a tarde.

Independentemente do andamento das bolsas nos Estados Unidos, cujos índices futuros estão em recuo balançando entre nova leva de resultados trimestrais das big techs (nesta terça, a Alphabet, dona do Google) e a China que apresentou suas sanções de 10% a 15% de tarifas contra as taxas de 10% do governo Trump -, também pode entrar no jogo alguns novos sinais do Ministério da Fazenda.

Está em discussão, vazada ao mercado, sobre o ministro Fernando Haddad apresentar intenção de contingenciamento ou bloqueio de gastos antes de entrar em votação no Congresso o orçamento de 2025. Poderia atingir até US$ 30 bilhões.

Ajudaria a começar, pelo começo do ano ao invés de deixar para o segundo semestre, a tentativa de enquadramento de receitas e despesas, especialmente as discricionárias, ao arcabouço fiscal zero. O problema é a dificuldade do ministro conseguir convencer ministérios e o PT, além de parlamentares.

Nessa mistura que vem dos Estados Unidos – que apesar da China ter mostrado os “dentes” – houve acordo com o México e o Canadá -, ainda no Brasil terá a ata do Copom. Mercado deverá tirar mais detalhes da votação que elevou os juros a 13,25%, especialmente para a reunião de maio, já que no comunicado anterior a elevação da Selic em março foi referendada nos mesmos 1 ponto percentual.

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