Milho pode subir 10% até março? Brandalizze revela o que pode mudar o mercado!

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Notícias do Milho com Vlamir Brandalizze

Mercado interno e B3

Os preços do milho na B3 seguem acomodados, acompanhando a movimentação de Chicago. Apesar da valorização do dólar, a demanda interna ainda está abaixo das expectativas, com compradores cautelosos na formação de estoques devido aos juros elevados e à grande disponibilidade do grão nas mãos dos produtores. A maior parte dos agricultores prefere segurar a produção, enquanto os compradores acompanham o ritmo das exportações.

Condições das lavouras

No Paraná e em parte de Santa Catarina, o excesso de chuvas e a baixa luminosidade prejudicam o desenvolvimento das lavouras, favorecendo o surgimento de doenças. Há relatos de possíveis perdas de produtividade na primeira safra, embora a ampliação da área plantada possa contribuir para uma produção próxima à do ciclo anterior.

Mercado internacional

Em Chicago, os contratos futuros recuaram após operarem em alta durante a manhã. A pressão vem do avanço da colheita americana, da oferta elevada e do ritmo ainda moderado das exportações. Apesar disso, os fundamentos de longo prazo seguem positivos, com sustentação nos contratos de vencimentos mais distantes.

Perspectivas para os preços

Brandalizze avalia que uma queda expressiva do milho é pouco provável, principalmente pela valorização do dólar e pela expectativa de demanda interna aquecida, especialmente dos setores de etanol e ração. A partir de novembro e dezembro, a maior disponibilidade de espaço nos portos também pode favorecer as exportações. A expectativa é de uma valorização gradual nos próximos meses, sem grandes movimentos de alta no curto prazo.

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