A instalação de empresas brasileiras na Flórida não é uma novidade, principalmente nos ramos de serviços. Mas ganhou corpo na última década a abertura de filiais no estado americano de companhias industriais.
A Embraer foi a principal delas. E o movimento pode até se acelerar nos próximos anos, com os empresários se aproveitando da Free Trade Zone, tanto o mais para se blindarem de qualquer tentativa da administração federal dos Estados Unidos taxar o Brasil.
O Oxford Group já está trabalhando para algumas grandes companhias brasileiras desde que Donald Trump colocou o Brasil no seu mapa de críticas, tanto via Brics quanto pelas tarifas que ele acredita ser alta para produtores americanos.
Sediada em Miami, e agregando várias empresas girando em torno de serviços de consultoria empresarial e advocatícia, e especializada em atender interesses brasileiros nos EUA, seu CEO e fundador Carlo Barbieri não quis nomear esses clientes, nem pelos seus setores de atuação, porque acabariam sendo descobertos.
“Mas o movimento é importante e sério, porque também envolve a China”, diz o advogado com 40 anos de EUA.
Essas empresas, que contrataram a Oxford para estudar as nuances de possíveis aberturas de subsidiárias na Flórida, também atuam em seus processos com partes e peças importadas da China. Daí que exige um maior rigor de entender como ficará de fato a legislação tarifária do país e como ficará o entendimento das autoridades locais sobre os componentes chineses que iriam para o Brasil e depois reexportados aos EUA sem encargos de entrada já que seriam destinados à Free Zone.
“Não se trata de uma questão de ‘se”, mas de quando e como”, avalia Barbieri, sobre as taxações de impostos que viriam contra o Brasil, “inclusive porque não deverá haver boas relações diplomáticas entre os dois países”.





