Soja, milho e trigo caíram por oferta voltando a pressionar

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Sem nenhuma novidade a considerar quanto às políticas tarifárias do governo dos Estados Unidos, que dominou o noticiário e as incertezas das commodities na semana passada, os grãos viveram a segunda-feira (27) de vendas no mercado futuro sem suporte de seus fundamentos essenciais.

As baixas da soja, milho e trigo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT, do inglês) perderam suporte pelo clima mais favorável na América do Sul e pela expectativa de que os produtores argentinos possam ofertar mais produtos com menos impostos a pagar ao governo. Incluindo o farelo (ZMH25), naturalmente, o carro-chefe do país, que fechou com perdas de 1,23%, a US$ 301,15.

No Brasil, o tempo segue dividindo o território, mais favorável à produção. As chuvas parecem que inverterão. Voltam ao Rio Grande do Sul e recuam um pouco no Centro-Oeste. Respectivamente, são um alento para atenuar as perdas gaúchas da soja e milho e tentar tirar o atraso da colheita da soja no Brasil Central.

Para os argentinos, o cenário é igual ao Rio Grande do Sul, ainda que a umidade seja considerada insuficiente para reverter o prejuízo, porém limita as altas.

O agravante para os preços foi a decisão do governo argentina de reduzir as “retenciones”, os impostos cobrados nas exportações, pelo menos até o meio de ano. Isso implica em o mercado ver os produtores locais exportando mais, inclusive o farelo, o carro-chefe do país.

Assim fechou Chicago nos vencimentos mais líquidos, de março:

  • soja (ZSH25) menos 10,25 centavos de dólar, US$ 10,45.
  • milho (ZCH25) menos 4,45 c/d, US$ 4,82
  • trigo (ZWH25) menos 8m25 c/d, US$ 5,61
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