China compra sorgo e trigo dos EUA em acordo de US$ 600 milhões

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XANGAI/PEQUIM, 6 Nov (Reuters) – A Hang Tung Resources assinou nesta sexta-feira contratos de venda de sorgo e trigo dos EUA no valor de US$600 milhões com compradores chineses, informou um representante da empresa, o que representou um impulso para os exportadores agrícolas norte-americanos em meio à incerteza sobre a demanda chinesa futura.

Os compradores foram a Xiamen C&D Commodities, a Shanghai Shouyu Commercial Management e a Xiamen Mingsui Grains & Oils Trading, informou à Reuters o diretor de comercialização de grãos da empresa, Ian Wang.

O acordo foi assinado na Exposição Internacional de Importações da China, em Xangai.

Os acordos ocorrem em meio à incerteza sobre a lentidão das compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos, exceto soja, e sobre a implementação dos compromissos anunciados no início deste ano.

Em maio, a Casa Branca informou que Pequim havia concordado em comprar US$17 bilhões em produtos agrícolas (não incluída a soja) dos EUA anualmente a partir de 2026, com a meta deste ano ajustada proporcionalmente.

A China comprou apenas US$7,2 bilhões desses produtos, que vão desde carne até milho, entre janeiro e setembro, de acordo com uma análise examinada pela Reuters. Esse foi o nível mais baixo para o período desde 2019, no auge da primeira guerra comercial entre os EUA e a China.

O ritmo lento das compras aprofundou as dúvidas sobre se as importações aumentarão acentuadamente este ano, agravando as preocupações dos agricultores norte-americanos que enfrentam altos preços dos combustíveis.

O Ministério do Comércio da China afirmou na quinta-feira que o país está aberto a comprar mais produtos agrícolas dos EUA, mas somente se ambos os lados implementarem seu acordo recíproco de redução de tarifas, sinalizando que as concessões tarifárias continuam sendo fundamentais para a posição de Pequim.

Wang disse que espera que os volumes do comércio agrícola entre os EUA e a China no próximo ano permaneçam amplamente estáveis, pelo menos em linha com os deste ano, à medida que o mercado se concentra em uma relação bilateral mais estável.

Fonte: “Notícias Agrícolas”

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