O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que talvez precise destruir o resto do Irã e prometeu que uma decisão sobre os próximos passos militares de Washington na região será anunciada em breve. A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.
Ao ser questionado sobre propostas de mediação internacional enviadas por Teerã a respeito de seu programa nuclear, Trump respondeu que o país levará de 25 a 30 anos para ser reconstruído. Ele completou dizendo que preferiria não destruir o resto da nação, se possível, mas ponderou que talvez tenha que fazer isso, indicando que uma definição ocorrerá em breve.
As falas ocorrem em um momento de alta tensão política e militar. Dias antes, o republicano havia reconhecido publicamente que o conflito com o Irã contribuiu significativamente para a derrota de seu partido nas eleições de meio de mandato, as midterms, que deram a maioria do Congresso aos democratas. Apesar do desgaste eleitoral, o presidente justificou as ações como necessárias a longo prazo e classificou o atual bloqueio militar dos EUA na região como um sucesso econômico e estratégico.
De acordo com informações de bastidores apuradas pela imprensa norte-americana, a Casa Branca avalia três caminhos imediatos após o encerramento do ciclo eleitoral: a retomada de ataques e bombardeios em larga escala, a intensificação severa de sanções econômicas globais ou a busca por um acordo diplomático restrito por meio de mediadores internacionais, exigindo concessões drásticas de Teerã.
Embora o Pentágono já tenha finalizado os planos estratégicos para uma eventual nova ofensiva bélica, o comando militar aguarda uma ordem formal da presidência. Em contrapartida, o governo do Irã alerta que a retomada de hostilidades diretas poderá prolongar ainda mais o conflito regional e promete retaliações severas.






