A Costa do Marfim tornou obrigatório, desde 1º de setembro, o cartão do produtor de cacau nas transações na origem, reforçando a rastreabilidade da produção. O sistema já cadastrou mais de 1 milhão de produtores e geolocalizou cerca de 3 milhões de hectares.
A medida busca adequar o cacau às exigências do EUDR da União Europeia, que terá aplicação para grandes e médias empresas a partir de 30 de dezembro de 2026. A implantação, porém, enfrenta dificuldades de cadastramento e ocorre em meio à expectativa de atraso de 8 a 10 semanas na chegada da safra 2026/27, o que pode concentrar volumes em novembro e dezembro e gerar pressão sobre os portos.
Apesar dos riscos, o mercado ainda não incorporou um prêmio relevante aos preços, que seguem mais influenciados por estoques, oferta física e atuação dos fundos.🌱
Fonte: “Mercado do Cacau”
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