Dólar terá cara definitiva a tarde após empregos de janeiro

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No fundo, por mais que as expectativas sigam pessimistas, e até um diretor do Banco Central estima que a inflação só deverá convergir para a meta em 2026 (e olhe lá), no curto prazo o mercado está perdido. O Ibovespa ainda segue alguns dados corporativos influindo, em paralelo, nos seus movimentos, mas no dólar a coisa é outra.

Na segunda, o dólar caia e subiu ao final, com os sinais de mais crédito (liberação do FGTS) e mais gastos públicos (Pé de Meia e Farmácia Popular). Ontem, não mencionavam isso enquanto o dólar disparou até R$ 5,81. Era o IPCA-15 parrudo, acima de janeiro em 1,23%.

Quando a divisa passou a cair (fechou em R$ 5,75, -0,05%), entrou no noticiário que o ‘diabo’ podia ter sido mais feio na prévia da inflação  oficial, afinal o número geral foi menor que as expectativas de 1,34%, e os núcleos mais impactantes, como Habitação e Educação, não tiveram nada que ver com alta de juros: o primeiro, porque o bônus de Itaipu, de janeiro, voltaram às contas em fevereiro, e o segundo é a sazonalidade natural desta época.

Foram buscar, ainda, a leve alta dos Treasuries, os títulos do Tesouro do EUA, que teria feito os investidores correrem para o dólar no País. Isso tudo faltando duas horas para fechar o mercado.

Bom, nessa toada, na tarde de hoje vai se saber como será a leitura do nível de empregos de janeiro, que o Caged, do Ministério do Trabalho, fornecerá. Qualquer coisa em torno de 50 mil vagas, como aguarda o consenso, pode ficar de bom tamanho.

Mas o quanto de margem para cima ou para baixo o mercado vai aceitar? Até que para menor, tudo bem, porque fica dentro da desaceleração econômica acalentada, e na torcida, desde o aumento dos demitidos em dezembro. Para maior é o que será elas, ainda mais que o ministro Luiz Marinho assustou os economistas falando em 100 mil postos de trabalho.

Até agora não se sabe se foi fake news ou verdade.

Para todos os efeitos, o dólar abriu caindo 0,16%, a R$ 5,74.

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