Entregas de fertilizantes caem 10.4%

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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro caíram 10,4% no acumulado de janeiro a agosto de 2026, totalizando 27,31 milhões de toneladas contra as 30,47 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.
Segundo dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos, o desempenho reflete o impacto de juros elevados, crédito restrito ao produtor, aumento de custos e as incertezas geradas pela guerra no Irã iniciada em fevereiro. No acumulado do ano, as importações tiveram retração de 12%, somando 24,27 milhões de toneladas, enquanto a produção nacional registrou queda de 22,7%, totalizando 3,75 milhões de toneladas.

O estado de Mato Grosso segue na liderança isolada do consumo, concentrando quase um quarto de todo o volume distribuído no país com 6,77 milhões de toneladas, seguido por Paraná com 3,07 milhões, Goiás com 2,90 milhões, São Paulo com 2,79 milhões, Rio Grande do Sul com 2,24 milhões, Minas Gerais com 2,07 milhões e Bahia com 1,96 milhão de toneladas. Analistas apontam que o conflito no Oriente Médio travou o ritmo de novos negócios a partir de maio, desestabilizando os preços internacionais.

Além disso, as importações de nitrogenados estão 25% atrasadas, o que gera alerta de risco nutricional para a safrinha de milho e a cana-de-açúcar, enquanto os preços dos fosfatados devem se manter elevados por mais 12 a 18 meses. Diante do aperto financeiro e do crédito caro, muitos agricultores optaram por poupar investimentos, adiando compras e consumindo a reserva de nutrientes que já estava estocada no solo

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