A Administração-Geral das Alfândegas da China – GACC suspendeu as importações de carne bovina provenientes do frigorífico da MBRF identificado pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal) 2543, localizado em Promissão (SP). A medida entrou em vigor em 22 de outubro de 2026, conforme atualização da lista chinesa de estabelecimentos estrangeiros autorizados a exportar carnes ao país.
O comunicado da autoridade chinesa não detalha o motivo da suspensão nem informa o prazo de duração da medida. Segundo Geraldi Isoldi, da Terra Investimentos, o registro do estabelecimento permanece válido até 2028, embora a unidade esteja temporariamente impedida de exportar para a China.
A suspensão ocorre em um momento estratégico para o comércio bilateral, diante da expectativa de retomada dos embarques brasileiros de carne bovina ao mercado chinês. A restrição pode afetar a programação comercial da empresa e o fluxo de exportações da unidade enquanto a medida estiver em vigor.
Vale lembrar que não é a primeira vez que o frigorífico enfrenta uma restrição desse tipo. Em 2022, a unidade de Promissão também foi suspensa pelas autoridades chinesas, permanecendo fora do mercado por aproximadamente quatro semanas.
Até o momento, não há informação oficial sobre as razões da nova suspensão ou sobre quando o estabelecimento poderá voltar a exportar ao país asiático. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado não reagiu a informação por estar focado na questão cambial após a definição das eleições no início desta semana.
Por meio de nota oficial, a empresa informou que tomou conhecimento da medida e já está redirecionando os volumes de produção para seu complexo industrial de Várzea Grande (MT), que tem plena capacidade para atender a demanda do mercado chinês, além de contar com outros quatro complexos habilitados para este mercado, sendo três no Uruguai e um na Argentina. A companhia destaca que estão mantidas todas as demais habilitações da unidade de Promissão, incluindo para os EUA, seu principal mercado de exportação. A empresa reforça ainda que abriu diálogo com as autoridades competentes, confiante na robustez de seus processos.
A CNN entrou em contato com a ABIEC (Associação das Indústrias Exportadoras de Carnes), mas informou que não vai se manifestar sobre o tema.
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