O preço do petróleo Brent registrou forte alta nesta terça-feira, 20 de outubro de 2026, avançando mais de 2% e atingindo a marca de US$ 111,75 por barril, o maior valor nominal desde maio. A disparada reflete o agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e ataques à infraestrutura de energia que ameaçam o fornecimento global da commodity.
O prêmio de risco sobre os preços do petróleo escalou após a intensificação do conflito entre o grupo houthis, do Iêmen, e a Arábia Saudita.
O grupo rebelde assumiu a autoria de investidas contra instalações de refino da petrolífera estatal Saudi Aramco, aeroportos e rotas marítimas estratégicas. Pelo menos 18 embarcações teriam sido alvos de hostilidades em um período de duas semanas na região do Golfo e no Estreito de Ormuz. Paralelamente, ataques de drones contra refinarias na Rússia reduzem a perspectiva de oferta de derivados como o diesel no mercado internacional.
A escalada nos preços ocorre a despeito de esforços coordenados de potências ocidentais para conter a volatilidade energética. Recentemente, a Agência Internacional de Energia e o Departamento de Energia dos Estados Unidos autorizaram a liberação emergencial e propostas de permuta somando dezenas de milhões de barris de combustíveis de suas reservas estratégicas para tentar estabilizar o mercado global.
No Brasil, o alinhamento de preços de refinarias privadas e a forte dependência de combustíveis importados expõem o mercado interno diretamente às oscilações internacionais, gerando pressão inflacionária. Enquanto isso, nos Estados Unidos, o avanço da commodity elevou o preço da gasolina às vésperas das eleições







