O mercado financeiro global volta as atenções nesta quarta-feira (16) para a chamada Superquarta, dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, anunciam suas novas taxas de juros. Em momentos macroeconômicos distintos, as duas instituições devem adotar estratégias opostas para suas respectivas economias.
No cenário doméstico, a expectativa majoritária dos analistas é de que o Copom inicie um ciclo de afrouxamento monetário, com um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, reduzindo-a de 14% para 13,75% ao ano. A decisão reflete uma tentativa de dar fôlego à atividade econômica em meio a sinais de desaceleração da inflação local.
Por outro lado, em Washington, o Fed sinaliza um aperto nas condições financeiras. O comitê americano deve chancelar um aumento de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, elevando a taxa para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano. O movimento nos EUA busca conter pressões inflacionárias residuais e o mercado de trabalho ainda resiliente






