USDA derrubou a soja, mas petróleo, dólar e prêmio devolvem o fôlego ao mercado

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Notícias da Soja com Vlamir Brandalizze

Chicago e mercado externo
A soja abriu a semana em alta após as fortes perdas registradas na sexta-feira com o relatório do USDA, que elevou a estimativa para a safra americana. Nesta segunda, o petróleo em alta dá suporte às cotações, enquanto o mercado acompanha o início da colheita nos EUA. Chuvas previstas para o Meio-Oeste podem dificultar os trabalhos e afetar a produtividade.

Mercado interno
A combinação de Chicago, dólar e prêmios firmes melhora as cotações da soja no Brasil, com preços nos portos e balcões entre R$ 2 e R$ 3 acima dos registrados na sexta-feira, dependendo da posição. O ritmo de negócios, porém, está mais lento, com produtores aguardando novas movimentações do mercado e das eleições.

Comercialização
Com a soja próxima das máximas do ano, produtores que precisam de caixa encontram uma oportunidade para realizar vendas, barter ou travar posições para março e abril de 2027. A comercialização da safra está atrasada em relação à média, e a recomendação é evitar deixar as vendas para o período da colheita, quando uma eventual safra cheia pode aumentar a oferta e pressionar os preços.

Juros e dólar
A semana é marcada pelas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Uma eventual alta dos juros americanos pode fortalecer o dólar, mas também pressionar Chicago. Esse cenário aumenta a cautela dos produtores, que avaliam estratégias de proteção para reduzir riscos.

Plantio no Brasil
O plantio da soja avança de forma pontual no Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, especialmente onde as condições de umidade permitem a entrada das máquinas. Em Mato Grosso, produtores que pretendem cultivar algodão na sequência aceleram o plantio da soja para cumprir a janela da segunda cultura.

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